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Escândalo Master: Caixa não pode ser fiadora das lambanças do BRB

  • 26/02
  • Geral
  • Assessoria de imprensa

Causa preocupação a notícia de que o BRB está negociando com a Caixa a venda de carteiras de crédito. Nesta terça (24), a Fenae enviou ofício à Caixa exigindo informações sobre os mecanismos de controle, compliance e transparência aplicados ao processo decisório - foto reprodução -
 
A informação de que a Caixa Econômica está negociando a compra de carteiras de crédito do BRB gerou grande preocupação de entidades sindicais, associações e aos empregados e às empregadas do banco federal. A Fenae enviou nesta terça-feira (24) ofício à Caixa cobrando transparência sobre a negociação que estaria em curso. No ofício, a Fenae pede informações sobre os mecanismos de controle, compliance e transparência aplicados ao processo decisório.

Para Rita Lima, dirigente do Sindicato dos Bancários/ES e da Fenae, a preocupação com a saúde financeira da Caixa é justificável e necessária. “As notícias sobre o escândalo envolvendo o Banco Master e o BRB nos obrigam a ficar com os dois pés atrás. A Caixa não pode ser fiadora das lambanças do BRB. A responsabilidade sobre as operações com Master e do BRB e do governador do DF. O papel social da Caixa não inclui socorrer banqueiros oportunistas e gestores públicos irresponsáveis”, afirma a dirigente.

Nessa terça-feira, o presidente da Caixa, Carlos Vieira, se reuniria com representantes do BRB para tratar da compra das carteiras de crédito (até o fechamento desta matéria não havia informação sobre o desfecho dessa reunião). O governador do DF, Ibaneis Rocha, tenta articular politicamente o socorro ao BRB para evitar que o aporte saia dos cofres do governo. “Circula na imprensa que o BRB estaria oferecendo à Caixa carteiras de ‘qualidade’, mas nesta altura do campeonato é difícil acreditar que essa operação traria benefícios para a Caixa. Ao contrário, a nossa desconfiança é de que o BRB queira repassar para Caixa a massa podre”, alerta Rita.

O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, também demonstrou preocupação nesse mesmo sentido. “É inaceitável expor o patrimônio público, a credibilidade institucional e o trabalho de seus empregados a uma negociação cuja relação risco-retorno não se mostra clara e plenamente justificada. Prudência, transparência e responsabilidade devem prevalecer sobre qualquer movimento”.

Itaú, Bradesco e BTG
No mercado circula a informação de que Itaú, Bradesco e BTG Pactual também estariam interessados em adquirir carteiras de “qualidade” do BRB. “A entrada dos bancões nas negociações com o BRB aumenta ainda mais a nossa preocupação com a Caixa. Sabemos que os grandes bancos vão querer o filet mignon que sobrou do BRB e deixar o osso para a Caixa roer. Carlos Vieira tem obrigação de nos informar urgentemente qual é o teor da operação que está sendo negociada com o BRB”, ressalta a dirigente.

Nos bastidores, uma possível federalização do banco é tratada como “último recurso” pela Caixa. O presidente do BRB, Nelson de Souza, descartou publicamente essa alternativa.

BRB recorreu ao FGC
Com o cerco se fechando, o BRB tentou buscar crédito com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para tentar cobrir o rombo deixado pelas operações com o Master. Entretanto, o FGC, conforme publicou o jornal Valor Econômico, exigiu como condição para o crédito, que um grupo de instituições financeiras fossem fiadoras do banco de Brasília. A condição imposta pelo FGC acabou inviabilizando o acesso ao crédito pelo BRB.

A alternativa imediata encontrada pelo BRB para conseguir crédito na praça foi oferecer 12 imóveis públicos como garantia. Não se sabe ainda o tamanho exato do rombo das operações entre o Master e o BRB, mas as estimativas indicam que esteja na caso dos bilhões de reais. Por enquanto, o BRB foi obrigado a fazer um provisionamento de R$ 2,6 bilhões.

“Importante registrar que o Sindicato dos Bancários/ES é terminantemente contra a iniciativa de usar Caixa para salvar o BRB, que se envolveu deliberadamente com um esquema de crime contra o sistema financeiro em conluio com o Banco Master”, afirma Rita. (Fonte: SindBancários ES)

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