Em 2024, valor foi de R$ 11,1 bilhões; ao todo, operadoras de plano de saúde e administradoras de benefícios registraram receitas de R$ 391,6 bilhões em todo ano passado (Por Paulo Renato Nepomuceno)
O lucro operacional das operadoras de planos de saúde e administradoras de benefícios teve um salto de 120% em um ano: foi de R$ 11,1 bilhões em 2024 para R$ 24,4 bilhões em 2025, conforme números divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regula os planos de saúde no país, nesta terça-feira (dia 17).
Este foi o maior resultado para a série histórica do setor em termos nominais, diz a agência.
O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), indicador que mostra quanto lucro o plano de saúde é capaz de gerar a partir do capital investido, foi de 16,4%, patamar superior aos anos pré-pandemia.
A sinistralidade, principal indicador do desempenho operacional do setor, também caiu no ano passado. Ela foi 81,7%, 2,1 pontos percentuais abaixo do registrado em 2024. O número indica que, de R$ 100 obtidos pelos planos, R$ 81,70 foram utilizadas para despesas assistenciais, sendo o menor índice registrado desde 2020.
A redução da sinistralidade é explicada principalmente pela recomposição das mensalidades, que superou a variação das despesas assistenciais, disse a ANS. No ano passado, os planos individuais tiveram reajuste de até 6,06%.
Em 2025, as receitas totais dos planos foi de R$ 391,6 bilhões, alta de quase 12% na comparação com o obtido no ano passado, de R$ 350,1 bilhões. Já as despesas do setor alcançaram os R$ 361 bilhões, aumento de 8% na comparação com 2024.
De acordo com a ANS, as aplicações financeiras das operadoras, que alcançaram R$ 134,5 bi no ano passado, contribuíram para o resultado positivo financeiro do setor por conta do ambiente de taxa de juros elevados.
Apenas das operadoras médico-hospitalares, o lucro líquido foi de R$ 23,4 bi entre janeiro e dezembro do ano passado. Elas representam o principal segmento. De acordo com a agência, o resultado positivo dos planos veio de contribuições como reorganização societária e créditos tributários da operadora com maior lucro. (Fonte: Extra)
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