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INFORMAÇÕES SOBRE IMPLICAÇÕES DE UMA POSSÍVEL GREVE

  • 05/09
  • Geral
  • Assessoria de imprensa

Bom dia, colegas bancários!
Cumprindo o nosso dever, trazemos alguns esclarecimentos importantes sobre a Campanha Salarial 2026/2028.
Após intensos debates na mesa de negociação, onde refutamos os argumentos intransigentes dos banqueiros, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) apresentou a proposta final de reajuste no dia 29 de agosto de 2026. Isso ocorreu após uma maratona de 32 horas de negociações que se estendeu de sexta-feira (28) até a madrugada de sábado (29).
Essa proposta foi levada para apreciação em assembleias realizadas entre os dias 03 e 04 de setembro para aprovação ou rejeição. No final da tarde de ontem, os resultados de todo o país começaram a ser divulgados, apresentando cenários diversos: aprovação da proposta, rejeição com pedido de reabertura das negociações, e rejeição com encaminhamento de greve a partir do dia 10 deste mês.
? Pontos Principais e Alertas Cruciais
Diante desse quadro, destacamos três fatos importantes para o conhecimento de todos:
• 1. Fim da Ultratividade: É a primeira vez que o movimento sindical, através de suas assembleias legítimas e soberanas, aprova movimentos paredistas (greves) sem a proteção da ultratividade. Isso significa que, se como acordo atual venceu, as cláusulas anteriores não são mantidas automaticamente, nos deixando em um cenário jurídico desconhecido e de maior vulnerabilidade.
• 2. Aceitação Parcial: A proposta foi aceita pelos bancos privados. No Banco do Brasil a rejeição foi parcial, de alguns estados e cidades, sendo que  São Paulo e Curitiba no BB aceitaram a proposta. Caixa econômica Rejeição em todos os estados diante da questão do aumento do custeio do Plano de Saúde.
• 3. Rejeição Sem Greve: Em várias cidades, as assembleias rejeitaram a proposta, mas decidiram não entrar em greve, solicitando apenas a reabertura das negociações.
? A Situação Específica da Caixa Econômica Federal
A rejeição da proposta na Caixa Econômica Federal ocorreu em praticamente todos os estados da Federação por um motivo específico: nas negociações do ACT, foi imposto um aumento expressivo no custeio da coparticipação do plano de saúde dos empregados, chegando a quase 100% de aumento em alguns casos.
Esse foi o principal motivo de indignação. O pleito da categoria era que a discussão sobre o Saúde Caixa fosse realizada após o término da campanha salarial, e não como moeda de troca agora.
?? Riscos Jurídicos e Próximos Passos
O que precisamos compreender coletivamente é que estamos trilhando um caminho inédito. Acreditamos que os banqueiros usarão a ausência da ultratividade para tentar nos impor uma derrota.
A nossa maior preocupação técnica no momento é o risco de um Ajuizamento de Dissídio Coletivo junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), o que transferiria a decisão para a esfera judicial, onde o resultado é imprevisível.
Jamais nos furtaremos da responsabilidade de lutar por esta categoria, que tanto contribui para o crescimento do país e que sofre cotidianamente com pressões por metas abusivas e assédio moral. No entanto, é nosso dever alertar a todos sobre as implicações legais envolvidas.
A ASSEMBLEIA É SOBERANA EM SUA DECISÃO – VOTE CONSCIENTE!
JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!
SINDICATO DOS BANCÁRIOS DO SUDOESTE DO PARNÁ
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